O grande mestre Henrique da Costa Mecking, o lendário Mequinho, participará do Encontro Internacional de Xadrez, promovido pelo SESC/DF, nos dias 4, 5 e 6 de dezembro de 2008, em Brasília. O desafiante de Mequinho será o campeão argentino Diego Flores.
A competição será organizada em três disputas, com diferentes ritmos de jogo. No dia 4 de dezembro (quinta-feira), às 14 horas, será disputado um match de quatro partidas rápidas com tempo de cinco minutos para cada jogador.
No dia 5 de dezembro (sexta-feira), às 14 horas, Mequinho e Diego Flores disputarão uma partida com o tempo de 90 minutos para cada jogador com acréscimo de 30 segundos para cada jogada.
No último dia da competição, sábado, às 14 horas, será disputada outra partida com o tempo de 90 minutos para cada jogador, com acréscimo de 30 segundos para cada lance. Estas duas partidas serão válidas pelo Rating da Federação Internacional de Xadrez.
A arbitragem estará a cargo do Árbitro Internacional Antonio Bento.
Fonte: www.sescdf.com.br
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Encontro Internacional de Xadrez
sábado, 29 de dezembro de 2007
Mikhail Tal
Conhecido como “O Mágico de Riga”, Tal pode ser considerado como um clássico jogador de ataque, com um jogo extremamente poderoso e cheio de recursos. A sua forma de encarar o tabuleiro era bastante pragmática a este respeito. Ele é um dos herdeiros do ex-Campeão Mundial Emanuel Lasker, pois não hesitava em sacrificar material de forma a conquistar a iniciativa (que em xadrez se define como a capacidade de fazer ameaças a que o oponente deve responder) do jogo. O seu primeiro, e mais influente, treinador foi Alexander Koblentz.
O estilo de jogo de Mikhail Tal foi reduzido pelo também ex-Campeão Mundial Vasily Smyslov a um conjunto de “truques”, contudo Tal bateu convincentemente todos os grandes mestres recorrendo à sua habitual agressividade (Viktor Korchnoi é um dos poucos com um registro marcadamente positivo nos confrontos com Tal). Os sacrifícios intuitivos a que Mikhail Tal recorria criavam fortes complicações, parecendo mesmo impossíveis de resolver, embora análises pós-jogo mais profundas encontrassem falhas nos seus raciocínios.
Acima de tudo, Tal amava o jogo em si mesmo e considerava que o “Xadrez, antes de mais, é Arte.” Era capaz de jogar numerosas partidas blitz contra desconhecidos ou jogadores relativamente fracos apenas pelo prazer de jogar!
O domínio de Mikhail Tal sobre Bobby Fischer nos seus primeiros anos ajudou a sua subida ao topo. Em 1960, com 24 anos de idade, Tal derrotou o estratega Mikhail Botvinnik num match decidindo o Campeonato do Mundo, fazendo-o o mais jovem campeão do mundo (um recorde posteriormente batido por Garry Kasparov, que arrebatou o título aos 22). Em 1961, Botvinnik ganhou o match de desforra contra Tal, após um demorado estudo do estilo do adversário. Os problemas crônicos de rins que aincomodavam Mikhail Tal podem também ter contribuído para a sua derrota.
Um dos grandes feitos da fase mais tardia da carreira de Tal foi, em 1979, a igualdade no primeiro lugar com Anatoly Karpov no “Torneio das Estrelas” em Montreal – onde teve atuações soberbas contra os mais fortes grandes mestres da época.
Dos atuais jogadores de topo, o letoniano naturalizado espanhol Alexei Shirov é provavelmente o mais influenciado, ou inspirado, pelo estilo pleno de sacrifícios de Mikhail Tal. De fato, na sua juventude, ele estudou com Tal. Muitos outros mestres e grandes mestres letonianos, por exemplo, Alexander Shabalov e Alvis Vitolins, têm jogado de forma similar, fazendo alguns falarem de uma “Escola Letoniana de Xadrez”.
Citações
“Se esperares que a sorte apareça, a vida torna-se maçante.”
“Existem dois tipos de sacrifícios – os bons e os meus.”
“O xadrez é melhor que as damas. No mínimo podemos dizer que tem um elenco mais interessante.”
“…Da mesma forma que nossa imaginação se agita pelo sorriso de uma mulher, o mesmo acontece pelas possibilidades do xadrez.”
“Muitos sacrifícios não requerem cálculos concretos de todo. É suficiente vislumbrar a posição resultante para nos convencer que o sacrifício é correto.”